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Sensação de vazio
Corpo entrelaçado no inerte
Mente, qual mente, a minha?
Nada é tão inquietante como todo esse oco
Meus modos são pagãos
Não me arrependo deles, mas padeço por eles
Esse mortal com uma respiração tão ofegante
Que assusta os vizinhos
Assemelham a últimos momentos de uma vida
Quem me dera,
Estou entorpecido por todo o acalanto que ninguém me proporciona
Onde estão todos os erros que cometi?
Cometi algum?
Olhos estáveis,
Tremendo, joelhos, ombros, corpo
Vazio, grande vazio.
A prática mais inútil do mundo, criar algo para ninguém ver, ler ou apreciar de algum certo modo subjetivo. E às vezes me perguntam para que serve um blog, às vezes respondo com todo o meu bom senso e humor que possuo: “para outras pessoas lerem e criarem um certo tipo de conectividade com a minha mente, talvez eu possa ajuda-las também em algum caso particular de suas vidas, na verdade eu não sei para que serve um blog, apenas, não diariamente sinto a necessidade de expor ou me mostrar um pouco para pessoas desconhecidas, como um ator que se apresenta diversas vezes sem conhecer quase ninguém da platéia”. Esse deve ser um dos intuitos de um blog, ser um ator virtual. Eu me mostro aqui, posso escrever coisas surreais, mentirosas, absurdas, extraordinárias mas estarei encenando, algo assim. Um blog serve exclusivamente para se escrever merdas, coisas pessoais que você não tem paciência para conversar ou compartilhar com outra pessoa, que simplesmente escrever (falar) sem ter a preocupação se alguém vai estar ouvindo ou não.